Fazer fotos de alimentos é sempre um desafio. O cliente raramente sabe exatamente o que quer, e sempre tem medo que a foto possa ser encarada como enganação ou propaganda enganosa. Mas na fotografia de alimentos para publicidade, o menos, nunca é mais, a contrário do que dizem os minimalistas.
Além disso, numa cidade como londrina, além do Eudes de Santana - excelente fotógrafo de alimentos - poucos fotógrafos fazem trabalhos nessa área. Nesse caso, encontrar produtores, conzinheiros, e estudios preparados para este tipo de trabalho acaba sendo sempre um desafio.
Ano passado, entrei de cabeça num trabalho para o restaurante Kero Ke Ry, junto com a produtora Fernanda Ericsson. Foi um tiro no escuro. Nunca tínhamos feito um trabalho como este, mas o resultado ficou bem legal, o cliente ficou satisfeito, a agência tb, além de ter sido uma ótima experiência tanto para mim quanto para a Fer.


Nesse ano surgiu um outro desafio, fotografar esfihas abertas para uma empresa de fast-food, e fazê-las parecerem haver saído de um forno caseiro. Quem assumiu o trampo de deixar as fotos quentes e saborosas, foi a produtora Priscila Germano. Depois de vários contra-tempos, falta de briefing por parte do cliente e dificulade na compra dos ingredientes para a produção, o trabalho saiu. Nesse caso decidimos usar uma sala rodeada de vidros, que permitia a entrada de luz bem difusa do sol, para dar a impressão que as esfihas saíam direto da casa da cozinheira para o balcão da lanchonete.
Mais uma vez valeu a todos que participaram: Pri, André e Shauanne.
Abaixo, seguem algumas das fotos finais.

